Após a entrada em vigor da reforma trabalhista – que segundo Michel Temer contribuiria para a criação de vagas -, de novembro a janeiro, a taxa de desemprego ficou em 12,2%. “Há uma situação em que estabilizamos no inferno.
O mercado de trabalho está muito ruim, parou de piorar, mas permanece em nível muito insatisfatório”, diz o economista André Calixtre.
Por Joana Rozowykwiat
De acordo com dados da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE nesta quarta (28), no trimestre de novembro de 2017 a janeiro de 2018, 12,7 milhões de pessoas estavam desocupadas no país.
Em relação ao trimestre anterior, que vai agosto a outubro de 2017, não houve mudança na taxa de desemprego, que já era de 12,2%. O resultado mais recente é um pouco menor, na comparação com o mesmo período do ano anterior, que registrou um percentual de 12,6%.
Além de escassas, as novas vagas continuam sendo criadas na informalidade. Frente ao trimestre anterior, o número de trabalhadores com carteira assinada, 33,3 milhões pessoas, ficou estável. Mas caiu 1,7%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2017. Significa que 562 mil postos de trabalho formal foram fechados.



