Ele teve ajuda de voluntário, único a prestigiar sua formatura em SC.
‘Dava pra ver o brilho nos olhos dele, a vontade de mudar’, diz o amigo.
Um morador de rua sentado sobre uma caixa de papelão, com um caderno nas mãos. A cena chamou a atenção de Bruno Becker, que atua como voluntário em um projeto que distribui alimentos em Florianópolis. O homem era Eduardo Anderson Barbosa, hoje com 33 anos e récem-formado na escola. “Dava pra ver o brilho nos olhos dele, a vontade de mudar”, conta Bruno.
Naquele mesmo dia, curioso para saber o que o rapaz escrevia naquele caderno, o voluntário ouviu a resposta: era um trabalho de escola. “A gente começou a apoiar ele de diversas formas e já no primeiro dia eu falei que iria na formatura dele”, lembra o voluntário.
Eduardo viveu por quatro anos nas ruas. “Perdi um pouco o sentido da vida. Posso dizer que foi um pouquinho de depressão”, conta. “A gente é descriminado. É como se você não existisse. Não importa o que você faça, as pessoas passam do teu lado e não te veem”.
100% de frequência
Mas Bruno enxergou Eduardo. “É um exemplo de superação”, diz o voluntário. “A gente vê muita gente acomodada, independentemente da classe social. Ao invés de achar desculpa pra não ir, ele encontrava motivos pra ir. Ele tinha 100% de frequência na escola”. (…)



